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Os Governos, Os Bancos e o
Próximo Grande Crash da Economia Mundial |
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Motivos
para você se preparar para o maior Colapso do Sistema
Financeiro Global de Todos os Tempos!
Algo de muito errado está acontecendo
agora mesmo, enquanto você segue o seu dia a dia achando que tudo está
tudo sob controle - mas uma ameaça com potencial de quebrar a economia
mundial esta se formando - e quase ninguém parece se dar conta. Pela
primeira vez escrevo um artigo com a esperança de estar completamente
errado sobre minhas constatações, pois se eu estiver correto, o maior
crash econômico de todos os tempos está se aproximando e com real
potencial de alterar a vida de todos nós pelas próximas décadas.
> Os Governos estão falidos
Como você já deve saber, a carga de
impostos que os governos arrecadam de sua população é escorchante,
para não dizer outra coisa. No Brasil, por exemplo, a carga tributária
está acima de 35% do PIB, ou seja, de 100% do PIB - que é o valor de
tudo o que é produzido no país em um ano - o governo fica com um valor
correspondente a mais de 35%. Em outros países, principalmente os
desenvolvidos a carga tributária também é alta.
A carga tributária de
diversos países em relação do PIB%

Pelos dados do FMI, podemos constatar
que desta lista, a média da carta tributária chega a 39,6% do PIB. Em
outras palavras, os governos e seus burocratas parasitas ficam com boa
parte de toda a riqueza que é produzida nos países. Mas agora vem a
grande pergunta que não quer calar: Se os governos abocanham grande
parte da riqueza que é produzida pelo país, na forma de impostos,
porque as contas não fecham? Porque eles precisam se endividar cada vez
mais - gastando mais do que arrecadam? Quanto eles precisam mais? 50% do
PIB? Será que se eles ficarem com 50% de toda a riqueza produzida no
país estarão satisfeitos?
As 10 nações mais devedoras do mundo têm uma dívida superior a 300% do PIB mundial.
Os governos do mundo todo estão
endividados, ou seja, eles gastam mais do que arrecadam, mesmo já
ficando com boa parte do que produzimos com nosso suor e sacrifícios.
Os governos estão ficando escravos de suas dívidas e isso está nos
levando a uma situação extremamente perigosa para um futuro não muito
distante. Não é preciso ser muito inteligente para concluir que - com
uma dívida que só aumenta, o país poderá se tornar inadimplente - em
algum momento.
Podemos fazer - de forma
muito simplificada - um paralelo com um
governo e você. O governo - assim como você - tem receitas e despesas
mensais. Se você gastar no mês, mais do que ganhou, ou seja, se suas
despesas forem maiores que sua receita, você precisará recorrer a um
empréstimo para fechar suas contas no mês - ou então deixará de
pagar alguém - ficará inadimplente. Outra coisa que você precisará
fazer é ir reduzindo despesas para que no mês seguinte, tenha as
contas mais equilibradas para não quebrar seu orçamento novamente.
Assim como você, os governos também tem suas contas para fechar, mas
eles tem uma grande vantagem que você não tem: eles podem aumentar os
impostos ou ligar as máquinas de imprimir dinheiro para pagar suas
contas - além da alternativa de cortar gastos e reduzir investimentos.
Obviamente as contas de um país são muito mais complexas do que foi
colocado, mas vamos simplificar apenas para não fugir do problema
principal que é o seguinte: Os governos já estão muito endividados e estão
pagando as dívidas que estão vencendo, simplesmente fazendo novas
dívidas.
A evolução da dívida de
alguns países
Como você pode ver, aqui no Brasil também já atingimos a casa do trilhão de dívida. É difícil para a mente humana mensurar o trilhão, então vou lhe dar um parâmetro. Se você viajar 1 trilhão de segundos no tempo - para o passado - chegaria ao ano
de 29.697 a.C. Um trilhão de segundos atrás, as pirâmides do Egito ainda não tinham sido construídas e os tigres dentes-de-sabre ainda rondavam pelo planeta.
Jamais subestime o poder do trilhão!
| Atualização
do artigo em Setembro/2012 |
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Dívida pública mundial aumentou 65% desde a crise de 2008

A dívida pública mundial aumentou bem mais do que a atividade econômica, o que pode ser observado a partir de dados compilados pelo site The Economist e pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).
O site da revista publicou um infográfico mostrando a dívida pública de 123 países ao longo da década de 2000 até
hoje. Em 2007, ano que antecedeu a crise financeira internacional, a dívida mundial era de US$ 30 trilhões. Neste ano,
esse montante está em US$ 49 trilhões, número 65% maior.
No mesmo período, o PIB (produto interno bruto) desses países, medido a preços correntes, passou de US$ 55 trilhões para US$ 71 trilhões, uma alta de 29%. |
Basicamente os governos
estão se endividando mais e mais de 3 formas: Reduzindo impostos (e
portanto arrecadando menos),
aumentando benefícios para estimular suas enfraquecidas economias e
emitindo títulos
da dívida do governo - para financiar suas operações. A partir da crise
financeira global de 2007/2008 os governos passaram a estimular suas
economias com redução de impostos e aumento de benefícios acreditando
que desta forma, a economia iria se restabelecer. O problema é que o
tempo foi passando e as economias não estão se restabelecendo como os
governos esperavam, embora no curto prazo parecia que estava causando
algum efeito positivo. Agora, com a REALIDADE batendo a porta, o desespero
aparece estampado no rosto de muitos governantes, simplesmente porque eles
sabem que não poderão manter os estímulos infinitamente, sob risco de
verem suas dívidas - já impagáveis - aumentarem a níveis
insuportáveis.
Dados de
emprego e indústria da Zona do Euro e EUA

Quando os governos emitem
títulos da dívida pública, basicamente o que estão fazendo são novas
dívidas. Pegam dinheiro emprestado de alguém para pagar com juros - no
futuro. Normalmente são títulos com vencimento de longo prazo - com 5,
10, 20 anos ou mais. Então veja como é confortável para um governante
atual se endividar com esse sistema. Tudo o que ele tem que fazer é pedir
ao seu banco central emitir x milhões ou bilhões em títulos da dívida,
e vender no mercado financeiro - para outros países ou grandes
instituições financeiras - como os bancos. Assim, o governo faz uma
dívida agora, arrecada e gasta o dinheiro agora ou nos próximos anos e
deixa a dívida para as próximas gerações.
Governo da
Espanha paga juros mais altos para financiar sua dívida

O problema é que os
governos exageraram na dose, e muitos países - inclusive grandes
potências - chegaram em níveis insuportáveis de dívida. Os EUA, por
exemplo, aumentam sua dívida em US$ 1,5 Trilhão por ano -
ao mesmo tempo que precisam quitar anualmente, dívidas do
passado. Mas essa é uma péssima hora para ter que quitar dívidas, já
que o caixa está apertado - devido aos estímulos criados para minimizar
os efeitos da última crise financeira global. O que fazer então: Pagar os credores e deixar de atender a
demanda dos serviços públicos? Aumentar os impostos, cortar gastos e
arrochar ainda mais suas enfraquecidas economias? Pedir mais dinheiro
emprestado?
Como foi dito, os governos
emitem títulos da dívida pública para financiar seus rombos, mas quem
exatamente compra esses títulos?
A evolução
da dívida dos EUA e quem são os compradores (financiadores) da
dívida dos Estados Unidos:

Como você pode ver pelo
gráfico, o Brasil também está "emprestando um dinheirinho"
para os norte americanos. Como mostra o gráfico, esses títulos são
comprados por outros países e grandes instituições financeiras, e é
assim com a dívida pública de outras países endividados.
É aqui que as coisas
começam a ficar interessantes. Tive que escrever tudo isso apenas para
mostrar à você como as dívidas dos governos estão amarradas com todo o
sistema financeiro global. Possuir títulos da dívida dos governos é
como ter dinheiro em mãos. Como são considerados seguros pelas agências
de classificação de risco, se você tiver títulos da dívida dos EUA,
por exemplo, e precisar vende-los para fazer um dinheirinho, sem
problemas. Basta ir ao mercado financeiro e sempre achará um
comprador para os seus títulos. Tudo isso funciona muito bem porque as
pessoas mantém a fé de que os governos irão honrar suas dívidas e
pagar o que devem nos vencimentos combinados - com os juros
combinados.
Mas agora vem aquela
pergunta que não deveria ser feita: O que acontecerá se um país se
tornar inadimplente e simplesmente não pagar sua dívida nos vencimentos
combinados?
Neste cenário, o que
aconteceria com os outros países e instituições financeiras que
compraram esses títulos e os consideravam como dinheiro em mãos, mas
agora possuem nada mais do que papeis sem valor?
Como a China se sentiria com
US$ 1,15 trilhão
em títulos do governo dos EUA caso este se tornasse inadimplente?
O que acontecerá com o
dólar e os papéis da dívida dos EUA quando o mundo descobrir que eles
não vão pagar sua dívida? Até quando o FED (Banco Central norte-americano) conseguirá manter - artificialmente - a taxa de juros em zero ou quase isso? O que acontecerá quando o FED tiver que aumentar as taxas (e eles terão que fazê-lo em algum momento), desvalorizando os títulos do tesouro americano?
Resultado: O Maior Crash da
economia mundial de todos os tempos!
> O Problema pode começar
pelos bancos
Se você ficar atendo à
opinião dos "especialistas", eles dirão que isso é muito
improvável de acontecer, mas se tem uma coisa que eu sempre digo a você
é: sempre duvide da opinião de especialistas.
Se você analisar a
situação atual e os dados, verá que podemos estar muito mais próximo
de isso acontecer do que se imagina e a união européia poderá ser o
inicio de grande colapso financeiro - começando pelo Grécia. A Grécia, como você
já deve saber é um país falido. Se o país não receber mais ajuda financeira
de seus colegas da UE eles irão decretar falência e se não cumprirem os acordos de austeridade que
assumiram com seus colegas - eles fatalmente serão convidados a se
retirarem da união européia. As consequências de uma possível saída
da Grécia da UE são imprevisíveis - para a Grécia, para a Zona do Euro
e também para a
economia global.
A economia grega já encolheu 16% em cinco anos, e o desemprego já chega à estratosfera. E o peso da dívida, em vez de diminuir, só aumenta: dos 130% do PIB no final de 2009, já chega hoje aos 160%.
Tente imaginar
que você é um cidadão da zona do euro e possui suas finanças depositadas em um
banco de sua preferência - tudo em euros. O que você faria se
soubesse que o seu país poderia sair da zona do euro e seria obrigado a
adotar outra moeda, com valor inferior a um euro? Provavelmente tentaria
sacar seu suado dinheirinho, em euros antes que transformem tudo em uma
moeda velha e sem valor. Mas como você já deve saber, se muitos fizerem isso ao mesmo tempo, os bancos irão quebrar - simplesmente porque
nenhum banco tem todo o dinheiro disponível para garantir seus
depósitos.
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Estrangeiros retiram 66 bilhões de euros da Espanha
- Fonte: O
Globo
Considerada a nova bola da vez da crise da dívida europeia, a Espanha amargou uma saída de € 66,2 bilhões em março, informou na quinta-feira o Banco Central do país. Segundo o jornal “El País”, esse valor é quase o dobro do recorde anterior, de dezembro de 2011, quando 34,1 bilhões deixaram a Espanha. Mais de um terço desse montante refere-se a recursos colocados em contas e financiamentos no exterior por bancos espanhóis.
Há nove meses os investimentos estrangeiros estão no negativo.
Desde julho do ano passado, deixaram o país € 194 bilhões, sendo € 97 bilhões somente no primeiro trimestre deste ano. |
Neste cenário, uma
quebradeira de bancos poderia se iniciar - alastrando o pânico
pelos mercados como um rastilho de pólvora. Isso causaria um aperto de
liquidez que poderia afetar outros bancos, não somente daquele país, mas de
outros países também. Os bancos emprestam dinheiro para outros o tempo
todo, e quando um evento como esse surge no horizonte, é como se um
ficasse olhando para o outro e se perguntando: Será que você é
confiável para eu lhe emprestar o meu rico dinheirinho?
O sistema
bancário mundial é um sistema baseado na Fé. Ele só
funciona porque todos mantém a fé de que os depositantes
não irão - todos ao mesmo tempo - resgatar tudo o que tem
no banco. Quando essa fé é abalada - com crises como
essas que estamos vendo - o risco do sistema bancário
aumenta terrivelmente.
O sistema financeiro global é baseado no
equilíbrio entre risco, dívida e alavancagem. Esse sistema requer um elevado grau de confiança e de estabilidade para que tudo funcione como se espera. Se a confiança desaparece, o medo e o pânico começam a ditar as regras, e neste momento, a pirâmide financeira
baseada nos 3 tripés mencionados pode desmoronar como um castelo de cartas.
A super
alavancagem é outro problema que ameaça perigosamente a economia mundial. Muitos dos maiores bancos mundiais estão em um nível de
alavancagem que supera e muito o nível considerado seguro. Até o final do ano 2011, o JP Morgam tinha U$ 70,2 trilhões em derivativos e apenas U$ 136 bilhões em capital. O Goldman Sachs tem apostas de U$ 44 trilhões em derivativos, resultando em apostas que superam muitas vezes o seu capital. Como derivativos são meras apostas eletrônicas e não existem no mundo real, se algo der errado, esse "dinheiro eletrônico" poderá desaparecer de uma hora para outra, levando esses bancos e o resto da economia mundial ao colapso. E parece que algo já esta dando errado: Recentemente o JP Morgam admitiu perdas de US$ 9 Bilhões com derivativos - em apostas erradas.
Outro problema: Bancos
franceses e alemães são grandes portadores dos títulos da dívida
grega e se a Grécia se tornar inadimplente o que acontecerá com esses
bancos? Bem, basicamente eles terão sérios problemas...
Os bancos espanhóis também
não estão nada bem das pernas e o governo espanhol terá que fazer
aportes bilionários para salvá-los. Enquanto o governo espanhol -
também falido, diga-se de passagem - faz aportes bilionários para tentar
salvar os bancos - com a ajuda de seus amigos da UE - a taxa de
desemprego naquele país alcançou um máximo histórico de 24,44%
da população ativa.
Bancos espanhóis têm maior nível de créditos podres desde 1994
- Fonte: Reuters
18 Abr (Reuters) - Os empréstimos de difícil recuperação dos bancos espanhóis subiram em fevereiro para o nível mais alto desde outubro de 1994, para 8,2 por cento de suas carteiras, segundo dados do Banco da Espanha divulgados nesta quarta-feira.
Os bancos estão enfrentando uma nova onda de calotes enquanto a crise econômica se aprofunda e analistas afirmam que alguns podem não sobreviver conforme o governo implementa cortes de orçamento que se somarão aos problemas das famílias em quitar suas dívidas.
Os empréstimos de difícil recuperação cresceram em 3,8 bilhões de euros (4,99 bilhões de dólares) para 143,8 bilhões de euros em fevereiro sobre o mês anterior. Em janeiro, eles totalizavam 7,9 por cento da carteira de crédito.
A situação, motivada pelo colapso do boom imobiliário ocorrido na sequência da crise financeira global de 2008, está no cerne dos problemas dos bancos espanhóis, que têm tido seus pedidos de empréstimo recusados por outras instituições, forçando alguns deles a recorrer a financiamento do Banco Central Europeu.
A taxa de desemprego da Espanha é a maior da União Européia e deve subir mais, colocando mais pressão sobre consumidores e famílias. |
Como foi mencionado, os bancos espanhóis estão com bilhões de euros em créditos podres - resultantes da quebra da farra imobiliária que assolou o país por anos e que entrou em colapso a partir da crise financeira de 2007/2008. Para saber mais detalhes sobre a crise do mercado imobiliário na Espanha,
veja este vídeo.
Um colapso bancário na Grécia
ou Espanha poderá se alastrar rapidamente para outros países - principalmente se os
depositantes acreditarem que seus governos não conseguirão salvar seus
bancos falidos e iniciarem resgates em massa. Basta um banco quebrar para
o pânico se espalhar pelos mercados financeiros. Os investidores
aterrorizados levariam seus investimentos e seus capitais para outros
mercados - retirando ainda mais capital do sistema e levando todo o
sistema financeiro do país ao colapso. Na sequência da quebra dos
bancos, viriam as falências dos governos. Essa sequência de eventos
resultaria no MAIOR CRASH FINANCEIRO GLOBAL de todos os tempos!
Tempo Esgotado - Fonte:
Globo
A Espanha está num círculo vicioso: os preços dos imóveis caem e tornam a dívida mais cara que o valor do ativo; as pessoas perdem o emprego e param de pagar; os bancos entram em dificuldade; os preços dos imóveis caem mais. Diante da mesma situação, a Irlanda salvou os bancos, mas a um custo altíssimo: a dívida/PIB que havia sido derrubada de 90% para 25%, de 1994 até 2007, deu um salto para 110% do PIB.
Há fuga de capitais da Espanha. O Ibex, índice da bolsa de Madrid, recua 27% este ano e 40% em 12 meses. O sistema financeiro espanhol sofreu 31 bilhões em saques no mês de abril. No ano, 99 bilhões deixaram o país, com 66 bi apenas no mês de maio. |
>
Sinais do que está por vir...
Os sinais do
grande colapso financeiro que está por vir estão em todos
os lugares. Tudo o que você tem que fazer é ficar atento
às notícias que normalmente você não daria atenção -
como estas...
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O governo da Espanha anunciou recentemente que o seu déficit orçamentário de 2011 foi muito maior do que o inicialmente projetado e que o país provavelmente não vai alcançar suas metas de orçamento para 2012;
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A chefe do FMI, Christine Lagarde, diz que existem "nuvens negras no horizonte" para a economia global;
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O Megainvestidor George Soros declarou publicamente que a União
Européia poderá em breve ter um colapso semelhante ao que aconteceu com a União Soviética;
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Nigel Farage - membro do Parlamento Europeu - afirmou durante uma entrevista recente que é inevitável que alguns dos grandes bancos na Europa entrarão em colapso;
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Estima-se que existam 273 bilhões de dólares
em empréstimos imobiliários não pagos (créditos
podres) no sistema bancário espanhol.
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Temendo o colapso da economia espanhola, muitos residentes espanhóis perderam a confiança no sistema bancário do país. Recentemente, residentes espanhóis retiraram um recorde de 1 bilhão de euros do Banco Bankia, banco que foi estatizado e possui cerca de 10% do total de fundos da Espanha. Isto é semelhante ao fenômeno na Grécia, onde muitos gregos retiraram seu dinheiro dos bancos do país e investiram-nos no exterior, em países como Alemanha e Suíça;
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Diversos bancos espalhados pelo mundo, incluindo alguns dos maiores bancos do globo estão tendo suas notas rebaixadas pelas agências de classificação de risco, devido à sua elevada exposição à volatilidade dos mercados.
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Os 9 maiores bancos dos EUA têm um total de 228.72 trilhões de dólares de exposição a derivativos. Isso
equivale a 3 vezes o tamanho de toda a economia global;
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Nos últimos seis meses, centenas de banqueiros proeminentes renunciaram em todo o globo. Existe uma razão pela qual tantas pessoas estão deixando seus postos de repente?
> Um pouco de História: A Grande Depressão de 1929
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A Grande Depressão, também chamada por vezes de Crise de 1929, foi uma grande depressão econômica que teve início em 1929, e que persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial. A Grande Depressão é considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX. Este período de depressão econômica causou altas taxas de desemprego, quedas drásticas do produto interno bruto de diversos países, bem como quedas drásticas na produção industrial, preços de ações, e em praticamente todo medidor de atividade econômica, em diversos países no mundo.
Fonte: Wikipédia |
Veja
abaixo o mecanismo da Grande Depressão de 1929
> Enquanto isso, No País de Faz de Conta...
A performance brasileira dos últimos
anos criou uma falsa ilusão de que agora sim, o Brasil estava no caminho
certo, que nosso crescimento era sustentável e que estávamos
rapidamente caminhando para as primeiras posições como potencias
mundiais. O "espetáculo do crescimento" foi aplaudido de pé
pelos mais eufóricos e alardeado pelo governo aos 7 ventos - para quem
quisesse ouvir. O crash financeiro mundial de 2007/2008 chegou aqui
apenas como uma "marolinha". Era isso, agora era a vez do
Brasil - não tinha como dar errado. Mas tinha uma pedra no caminho no
Brasil, e essa pedra tinha um nome: REALIDADE. O grande problema com a
realidade é que ela insiste em aparecer, mais cedo ou mais tarde.

Apontando o dedo para o vizinho
Não é a crise na Europa ou nos EUA
que está nos afetando (exceto se o grande crash ocorrer), fazendo com que nossa economia tenha desempenho
bem inferior ao esperado. Embora nosso governo - muito convenientemente
- goste de apontar o dedo para o lado de fora, é bem aqui, debaixo de
nosso tapete - que os problemas se acumulam. As patéticas tentativas do
governo para tentar diminuir o estrago - na verdade - só pioram a
situação.
Agora a taxa de câmbio é a inimiga
número 1 do estado. É ela (a taxa de câmbio) que (segundo o governo)
está acabando com nossa industria. Em recente documento divulgado pela
CNI, 1 a cada 5 produtos consumidos no Brasil é importado. E é assim,
não porque nossa moeda esta valorizada, tornando as importações mais
baratas, mas sim porque as industrias de outros países são muito mais
produtivas que as nossas. Essa é a raiz da questão: nossa capacidade
produtiva é muito inferior se comparada a de outros países, ou seja,
os produtos que produzimos aqui são muito mais caros que os similares
produzidos em outros países.
Ao contrário de outros países, nós
não investimos no básico para concorrer no mundo globalizado, diga-se:
Educação de qualidade, inovação e tecnologia, infraestrutura,
desburocratização e redução da carga tributária. O resultado é que
os produtos produzidos aqui no Brasil custam 2 ou 3 vezes mais caros que
no resto do mundo. A falta de investimentos do Brasil nas áreas
básicas mencionadas, é a raiz de nossa baixa taxa de crescimento. As
consequências dessa falta de investimentos podem ser escondidas e/ou
maquiadas por algum tempo (principalmente quando a economia mundial vai
bem), mas em algum momento, a realidade abrirá as portas.
Consumam, por favor...
A mensagem do governo à população é
clara: "Comprem, comprem tudo o que puderem e também o que não
puderem, gastem o máximo que for possível. Nós do governo, tomaremos
providências para inundar o mercado com crédito barato para que você,
cidadão brasileiro, possa comprar tudo o que você sempre sonhou. E
para os que insistirem em poupar, serão severamente punidos com aumento
de impostos e redução de rendimentos"
O crescimento das
operações de crédito no Brasil:
O governo quer manter um mínimo de
crescimento apostando no consumo desenfreado do mercado interno, fazendo
com que a população se endivide ainda mais. As novas medidas para
baratear o crédito, podem parecer boas no primeiro momento, mas são
péssimas no médio e longo prazo. O endividamento médio da população
já está no nível amarelo e a inadimplência vem crescendo nos
últimos anos. Isso é reflexo do "espetáculo do crescimento"
de 2010. Quando você junta uma população sem educação financeira
com o crédito farto, o resultado é a inadimplência. Com mais crédito
farto e barato, a inadimplência poderá atingir níveis alarmantes nos
próximos anos.
E isso afeta diretamente a
rentabilidade dos bancos brasileiros...
Banco Votorantim tem prejuízo de R$ 597 milhões e afeta ganhos do Banco do Brasil
- Fonte: Folha
O Banco do Brasil está negociando a compra da metade do capital
do Banco Votorantim que pertence ao Grupo Votorantim. A Reuters
atribui a informação a uma fonte que não quer ser identificada.
O negócio poderia ajudar o banco estatal a fortalecer sua
posição no mercado de financiamento de veículos.
A informação vem a público
poucos dias após o BB ter reportado seus resultados de janeiro a
março, que foram afetados por um prejuízo de R$ 597 milhões do
Banco Votorantim no período.
Foi o terceiro trimestre seguido de perda líquida do Votorantim.
E a expectativa do BB é de que o banco seguirá apresentando
resultados líquidos negativos nos próximos meses.
O BB comprou 49,99% do capital do Votorantim por R$ 4,2 bilhões,
em janeiro de 2009. Pelo acordo firmado na ocasião, o controle do
Banco Votorantim foi preservado nas mãos do Grupo Votorantim, da
família Ermírio de Moraes.
Em 2011, o BB implementou mudanças operacionais nos modelos de
aprovação de crédito do Votorantim e praticamente fechou as
portas para novas concessões. Isso
porque o banco estatal considerou deficientes os modelos de risco
do Votorantim, que tinha boa parte da carteira atrelada a
financiamento de carros usados, um dos segmentos cujos calotes
mais subiram recentemente. O
índice de inadimplência do
Votorantim chegou a bater em 7,1%,
mais do que o triplo do apurado pelo Banco do Brasil. |
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| Bancos têm prejuízo de R$ 10 bilhões com financiamentos de veículos
- Fonte: motordream
Os bancos e financeiras já
perderam mais de R$ 10 bilhões com o calote de consumidores
brasileiros nos financiamentos de carros novos e usados.
Isso apenas nos três primeiros meses do ano. Segundo o jornal Estado
de S. Paulo, este é o valor cravado pelo
economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e
ex-diretor do Banco Central (BC), Carlos Thadeu de Freitas.
Segundo a publicação, as contas foram feitas com base no saldo
da carteira de crédito concedido para compra de veículos e
apresentado no Relatório de Crédito do BC, que somou R$ 177 bilhões
em março deste ano, e na fatia de financiamentos com prestações
atrasadas acima de 90 dias, que atingiu 5,67% no período.
Tentando reverter esse quadro, o governo teve que adotar medidas
para conter o aumento do calote de veículos e ajudar a desovar o
estoque de carros 0 quilômetro estacionados no pátio das
montadoras. A medida tem como objetivo impulsionar o setor. |
O crédito barato - e forçado - da CEF e do BB trarão fortes prejuízos para estas instituições nos próximos meses ou anos. O nível de inadimplência irá aumentar assustadoramente e o pior de tudo é que nós iremos pagar por
essa farra. Sim, eu e você iremos pagar por essa farra de crédito barato que o governo está enfiando goela abaixo dos
incautos consumidores brasileiros. Quando a CEF, BB e BNDES estiverem lotados de créditos podres (dívidas que não serão quitadas) - o governo vai empurrar tudo para debaixo do seu tapete sujo chamado
EMGEA. Sim, o governo já tem um
órgão prontinho para absorver esses créditos podres que estão
por vir.
A redução forçada da SELIC, aplaudida de pé pelos "especialistas" e pela mídia, traz um problema que ninguém parece perceber: A redução considerável do lucro de pequenos
e médios bancos e financeiras. Como você já deve saber, grande parte do lucro dos bancos vem dos empréstimos que eles fazem aos seus clientes e se são obrigados a reduzir as taxas cobradas - reduzirão seus lucros. A questão é saber até quando essas pequenas instituições financeiras poderão
resistir. Elas também poderão perder muitos clientes para bancos maiores, com mais condições de competir nesse novo mercado. Não me surpreenderia uma quebradeira acentuada dessas pequenas
e médias instituições financeiras nos próximos anos.
A redução da SELIC também impacta em outro ponto que eu ainda não vi ninguém comentar: A Rentabilidade da Poupança Antiga.
Como você já deve saber, a chamada "Poupança Antiga" manteve sua rentabilidade em 6% ao ano + TR. Dito isso, e sabendo que a maior parte do financiamento imobiliário vem dos depósitos da poupança, como os bancos vão oferecer menores taxas de juros para esses financiamentos imobiliários, se ainda tem que pagar 6% ao ano + TR pela "poupança antiga" que é onde está a maior parte do dinheiro? Alguém responde?
O Crescimento Brasileiro: Um Truque de
Ilusionismo
Só há um meio que fazer com que um
país tenha um crescimento sustentável: Aumentando a capacidade de
produção e isso engloba o aumento de investimentos em diversas outras
áreas. Aumentando a produção e por sequência, tornando as mercadorias
produzidas mais baratas, se incentiva o consumo. O crescimento
sustentável deve estar baseado em trabalho, produção, poupança e investimento.
Mesmo sendo esta a
verdade, O Brasil insiste em trilhar os caminhos mais "fáceis"
e de resultados imediatos, mas não duradouros - como o atual modelo de
crescimento baseado no consumo.
O Brasil adotou o falido modelo de
crescimento baseado no consumo desenfreado da população - ofertando
crédito barato e esticando ao limite os prazos de financiamento. Foi o
aumento da base monetária, com consequente aumento de crédito e consumo irracional que gerou o nosso "espetáculo do
crescimento" de 2010 e é esse mesmo modelo baseado no consumo que
está agora, dando com os "burros n'água". Após a crise
financeira de 2007/2008 o governo expandiu a oferta monetária e provocou
um aumento da oferta de crédito no mercado. Isso fez com que a
população se sentisse "mais rica" e - ansiosas por consumir -
as pessoas decidiram que era hora de ir as compras. Quem nunca teve um
automóvel resolveu que iria agora comprar um 0 KM financiado em
"suaves" 60 prestações. Os bancos gostaram da brincadeira e
soltaram crédito para todo mundo, mesmo para quem não tinha muita
condição de arcar com os financiamentos no futuro - as análises de
crédito foram relaxadas. Muitos também resolveram entrar - sem
conhecimento financeiro - na especulação do mercado de imóveis -
observando um consistente aumento de preços que se desenhava. Com
emprego e renda em alta, todos estavam animados e confiantes - acreditando
que agora era a hora do Brasil.
A população de baixa renda também
entrou no frenesi consumista embalada pelos pacotes de "bolsa
esmola" ofertados pelo governo e assim se deu o "espetáculo do
crescimento" de 2010 alardeado pelo governo aos 7 ventos e aplaudido
de pé pelas
multidões.
Como você já deve saber, não existem
milagres e quem não tinha dinheiro para esbanjar - continuou não tendo -
embora achasse que tivesse. O resultado desse frenesi consumista é que o
carro 0KM adquirido nos "anos de ouro" ainda está sendo pago, e
o infeliz proprietário ainda tem que engolir o fato de que o valor que
está sendo pago está muito acima do valor de mercado do bem.
As famílias se endividaram além de sua
capacidade de pagamento e agora - estão vendo as prestações devorarem
boa parte de seus rendimentos, embora o carro novo não esteja tão
reluzente como antes - a pilha de carnês ainda está lá para ser paga.
Com as contas apertadas, muitas famílias estão agora reduzindo o consumo
para poder honrar com seus compromissos assumidos - que ainda irá durar
por muitos anos. Outros estão simplesmente dando calote nas prestações
do automóvel ou então devolvendo o imóvel adquirido recentemente, por
não terem mais condições de arcar com as pesadas prestações.
Os recentes prejuízos anunciados por
bancos e construtoras não me deixam mentir.
Gafisa registra prejuízo de R$ 1,09 bilhão em 2011 - Fonte:
Folha
A Gafisa encerrou o ano passado com prejuízo líquido de R$ 1,093 bilhão, comparado a lucro de R$ 416,05 milhões em 2010, conforme dados divulgados no domingo, em meio à tentativa da companhia de revisar sua estrutura e suas operações para retornar ao crescimento. |
O governo observa assustado a queda do
consumo e do crescimento e as tentativas desesperadas de reativar a
economia não estão dando os resultados esperados. O modelo de
crescimento baseado no consumo falhou novamente. Se alguns de nossos
comandantes tivessem se dado ao trabalho de estudar a história - e um
pouco de economia básica - veriam que
este modelo de crescimento baseado em consumo só provoca cíclos de alta
e de baixa. No primeiro momento parece que está dando certo, faz a
economia crescer, mas depois vem a inevitável queda do consumo e do
crescimento.

Novamente perdemos a oportunidade de
fazer as coisas que deveriam ser feitas e agora teremos que arcar com as
consequências - criadas por nossa falta de competência em fazer este
país crescer e se desenvolver de maneira sustentável.
O País das commodities
Um importante fator que ajudou o Brasil a esconder suas deficiências foi o aumento dos preços e da demanda
por Commodities. Nos últimos 10 anos o preço
do minério de ferro, por exemplo, aumentou em 13 vezes, beneficiando o Brasil como grande exportador deste minério. Mas se a economia mundial esfriar, a demanda por todos os tipos de produtos vai diminuir e os preços também.
O FMI já projeta uma queda nos preços do minério de ferro
para 2013. As commodities representam pelo menos 80 por cento das exportações
brasileiras.

Se o grande Crash Financeiro Global
ocorrer como eu acho que vai ocorrer, os níveis de emprego serão
reduzidos consideravelmente. Neste cenário, os calotes aumentarão de
forma alarmante, elevando ainda mais os prejuízos de bancos, financeiras
e construtoras e reduzindo ainda mais o consumo das famílias. As
empresas, ao observarem a queda acentuada nas vendas, serão obrigadas a
demitir - contribuindo para piorar ainda mais a situação.
> Conclusão
O mundo esta caminhando perigosamente
para um grande Crash Financeiro Global
e neste cenário o melhor a fazer é conter gastos, poupar seu dinheiro e
não fazer dívidas de longo prazo. Não acredite quando nossos
governantes dizem que estamos "300% preparados" para enfrentar a
crise - não estamos. O Brasil continua com os mesmos problemas de antes e
não fizemos a lição de casa. Nosso país tirou proveito do maior ciclo
de crescimento global em três décadas - mas agora a crise irá
escancarar nossos velhos problemas - não dá mais para jogar nossas
deficiências para debaixo do tapete. Os problemas financeiros do mundo
que estamos vivenciando agora - enquanto escrevo este artigo - são apenas
pequenas brisas do grande furacão que se aproxima.
As pessoas acham que os governantes estão preparados e sabem como devem agir para solucionar a crise - mas eles não sabem. Estamos perto da maior crise financeira global de todos os tempos e ninguém parece ligar muito pra isso. A situação real é muito pior do que aparece nos noticiários e o tempo está se esgotando. você está preparado?
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