Porque
você deve se preparar a partir de hoje - antes que seja
tarde demais!
Você segue tranquilamente o seu dia-a-dia, acordando cedo
para trabalhar, cuidando de seus afazeres no trabalho e com
a família, acreditando que tudo está caminhando bem, que
amanhã será igual ou talvez melhor que o dia de hoje, sem
maiores solavancos. Você foi educado para acreditar que
tudo está sob controle, que as sociedades onde vivemos têm
bases sólidas e as coisas estão bem resolvidas. Mas será
que isso é verdade?
Os recentes acontecimentos com um vulcão na Islândia, que
espalhou cinzas pelo espaço aéreo de parte da Europa,
causando um tremendo caos aéreo, deixando milhares e
milhares de passageiros sem transporte e empresas aéreas
com prejuízos de milhões e milhões de dólares, mês fez
pensar o quanto nossa sociedade é frágil. Fomos educados
pela mídia e pelos governos para acreditar que as coisas
estão indo bem, que "eles" estão cuidando das
coisas para nós e que não devemos nos preocupar com as
questões maiores.
Para nós,
basta fazermos a nossa parte, trabalhando, produzindo para o
país e de preferência, sem fazer muitas perguntas. Neste
contexto eu comecei a me perguntar: E se o tal vulcão
"resolver" ficar em erupção por meses, ou mesmo
anos? O que acontece? As empresas aéreas vão falir? As
pessoas ficarão sem transporte Aéreo? É isso mesmo? Ninguém
tem um plano B?
>
"Eles" não tem um plano B
Ao que parece, "eles" não sabem o que fazer
quando algo dá errado. Quando tudo esta indo bem, conforme
o esperado, sem vulcões para atrapalhar as coisas, OK. Mas
se algo diferente do esperado ocorre, tudo parece virar um
caos rapidamente, os prejuízos se alastram aos milhões ou
em alguns casos, chegam aos bilhões, e ninguém parece
saber o que fazer. Apenas ficam correndo desesperados como
"ratos assustados" perante o desastre que se
aproxima.
Agora voltamos
a ver esses mesmos fatos acontecendo aqui, bem pertinho de nós,
com o recente caos aéreo na Argentina, causado pelo vulcão
no Chile. Perceba que nos últimos anos estamos conhecendo vários
"novos" vulcões, que nunca tínhamos ouvido
falar. Nem sabíamos que eles existiam. Digo, nós, os cidadãos
comuns - a massa trabalhadora. Parece as as coisas lá
embaixo, estão se agitando. Vulcões e terremotos parecem
ser a notícia da vez, e perecem estar acontecendo com mais
frequência. Se isso for verdade, eu pergunto: Estamos
preparados? A sociedade está preparada? Infelizmente, devo
dizer que NÃO.
>
O Problema da Energia Limpa
Somos consumidores ferozes de energia. Isso é um fato. Também
é um fato que precisamos desenvolver novos meios de gerar
energia, sem poluir tanto o nosso ambiente. O mundo
consumista "treinou" as pessoas a consumir de
tudo, sem parar para pensar. Apenas compre e pronto! Você
tem um carro? OK, mas agora compre esse aqui novinho, que é
bem melhor que esse seu, é mais confortável e tem a melhor
tecnologia. O que você faz? Vai lá e troca de carro. Seu
celular já está velho e cansado? Sem problemas, já tem um
novinho com tela sensível ao toque esperando por você bem
perto de sua casa, mesmo que o seu celular atual tenha sido
comprado a apenas alguns meses. É isso, é assim que agimos
na maioria das vezes. E para tudo isso se manter, estamos
precisando cada vez mais de energia. Mas não de qualquer
energia. Precisamos de energia limpa. E aí esta um outro
problema. Ninguém sabe o que fazer com este
"abacaxi". Gostamos de acreditar que
"eles", os governos e cientistas estão resolvendo
o problema para nós e que em breve alguém virá com uma
solução incrível para o problema da geração de energia
limpa para as próximas décadas.
Há tempos, estou acompanhando vários estudos sobre o
desenvolvimento de novas tecnologias para a geração de
energia limpa e, mais uma vez, fico assustado com o que
vejo. As melhores "cabeças" do nosso tempo, não
estão apresentando soluções viáveis, nem em termos econômicos
e muito menos tecnológicos. Mais uma vez, parece que ninguém
sabe o que fazer. As propostas que vi, são, para dizer o mínimo,
coisa de cientista maluco! Coisas do tipo: Para minimizar o
aquecimento global, vamos construir trilhões de espelhos e
levá-los ao espaço, posicionando-os de tal forma que eles
reflitam parte da energia solar, minimizando o problema do
aquecimento. O custo disso e quem estaria disposto a pagar a
conta, ninguém falou na reportagem.
E sobre o petróleo? Todo mundo sabe que ele vai acabar um
dia, mas parece que ninguém está se importando muito com
isso. Novamente, aceitamos a ideia de que "eles"
estão cuidando disso para nós. Parece que as coisas
apontam para os carros elétricos ou híbridos. Mas se você
parar um minuto para analisar como você recarrega as
baterias de um carro elétrico, novamente vai ficar
assustado. Recentemente vi um projeto de carro elétrico que
estava para ser comercializado nos próximos anos, que tinha
uma autonomia de 160km com uma carga de bateria, atingia uma
boa velocidade e era bem confortável. Até aqui, tudo OK.
Mas a pergunta que não queria calar, foi feita:
"Quanto tempo leva para carregar as baterias?"
Resposta: 8 horas. 8 horas para carregar as baterias? Sim,
isso mesmo. Ou seja, se você tiver um carro desses, e tiver
uma reunião de negócios em alguma cidade que fique mais ou
menos a 160km, significa que você vai para a reunião mas não
poderá voltar no mesmo dia, ou pelo menos não antes da
hora do jantar!
Outra pergunta que não sai da minha cabeça sobre os carros
elétricos é a seguinte: O que acontecerá com o sistema
energético das grandes cidades, se todo mundo resolver
adotar as carros elétricos? Os novos projetos de carros elétricos
prevêm que eles podem ser "carregados" em
qualquer tomada elétrica tradicional. Isso significa que
você chegará em sua casa, após um dia de trabalho e em
sua garagem, deveria ter uma tomada para você poder
recarregar as baterias do seu carro. Isso significa dizer
que deverá ter uma tomada para cada carro, pois o seu
vizinho não vai querer ficar esperando você carregar o seu
primeiro.
Se você mora
em um condomínio, então deveremos ter várias tomadas na
garagem para abastecer nossos carros elétricos. Agora vem a
pergunta: O que aconteceria com o sistema elétrico se todo
mundo estiver recarregando o seu carro ao mesmo tempo? Digo,
em cidades gigantes como São Paulo, o que aconteceria se
milhões de pessoas, após chegarem em suas casas,
recarregarem seus veículos ao mesmo tempo? Ah, desculpe por
perguntar... Eu esqueci que não se deve fazer muitas
perguntas! Por enquanto, apenas devemos saber que os carros
elétricos são limpos, confortáveis e silenciosos. E por
favor, não faça mais perguntas!
>
O Problema do Consumismo Exagerado
Como já mencionei, somos consumidores ferozes, não só de
energia, mas de tudo. Gostamos de trocar de celular,
gostamos da última novidade em tablet´s como o IPAD,
gostamos de estar sempre com um carro melhor, da nova TV de
LED, 3D e mais. Tudo está voltado para que nós, a massa
trabalhadora, consuma cada vez mais. Ninguém quer saber se
você realmente precisava trocar de celular ou adquirir um
novo gadget tecnológico. Basta que você compre e pronto.
Apenas compre e não faça perguntas! Então você vê os
"certinhos" jornalistas lhe dizerem que devemos
ser consumidores conscientes, que devemos realmente analisar
cada item para saber se realmente precisamos deles. OK, bom
conselho. Mas será que "eles" realmente querem
que você seja um consumidor consciente? Resposta: Claro que
NÃO! Ser um consumidor consciente, resulta em você comprar
somente o que precisa, sem exageros. Isso implica em
consumir menos. A gora vem a pergunta que eu não deveria
fazer: O que aconteceria com a economia mundial, se todos de
uma hora para outra se tornassem consumidores conscientes?
Resposta: As empresas venderiam menos produtos e cresceriam
menos.
O que acontece
quando as empresas vendem menos? Resposta: Elas enxugam o
quadro de funcionários, demitindo pessoas. Logo, mais
pessoas estariam sem emprego e com menos dinheiro,
consumiriam ainda menos - o que geraria ainda mais aperto no
consumo e então... Bem, você já pode adivinhar. Ações
de empresas cairiam, o medo se espalharia pelo sensível
mercado financeiro e o mundo entraria em uma forte recessão.
Então, quando você estiver assistindo um programa de
televisão ou telejornal, e o jornalista
"certinho", estiver lhe dizendo como é bom para o
mundo que você seja um consumidor consciente, entenda que
na verdade, eles estão dizendo o seguinte: "Estamos
aqui lhe dizendo para ser um consumidor consciente, apenas
para parecermos "certinhos" e politicamente
corretos, mas na verdade não queremos que você se torne um
consumidor consciente, porque isso seria muito ruim para os
nossos negócios. As empresas venderiam menos, e teriam
menos dinheiro para investir em propaganda, coisa que nós não
queremos que aconteça". Entendeu?
> O
Problema da Superpopulação
A população mundial está
perto de atingir a marca de 7 bilhões de pessoas em 2011,
apenas 12 anos após atingir a marca de 6 bilhões de
habitantes. Esta é a segunda vez que a população cresce
em 1 bilhão de habitantes em 12 anos. A ocorrência
anterior foi o salto de 5 para 6 bilhões de habitantes. Em
outras palavras, crescemos em 2 bilhões de habitantes em
apenas 24 anos. Segundo as projeções da
ONU, em 2050 serão agregados, à população mundial,
outros 2 bilhões e 500 milhões de pessoas, praticamente 2
vezes a população da China atualmente.
Como os
números comprovam, a população mundial está aumentando,
e como sabemos, o planeta e os recursos nele contidos não
estão aumentando, de forma que esta é uma situação que
não devemos ignorar, pois ela trará profundos impactos na
vida das pessoas em um futuro não muito distante.
Como bem
sabemos, o mundo é movido pelas forças econômicas e se a
economia vai bem, o mundo vai bem, se ela vai mal, o mundo
(e as pessoas) vão mal também. Gostando ou não, é assim
que funciona. Dito isso, com o aumento da população
mundial, novas vagas de emprego precisarão ser geradas,
caso contrário, um grande contingente de pessoas pelo mundo
afora (inclusive no Brasil) não terão como se sustentar ou
ficarão a mercê da pobreza e do subdesenvolvimento. Se
isso acontecer, fortes tensões sociais serão geradas e
grandes conflitos inevitavelmente acontecerão.
Partindo
do pressuposto que essa massa extra de pessoas vai precisar
trabalhar, o mercado (indústria, comércio e serviços)
precisarão crescer para gerar novas vagas de emprego. Mas
veja que problema temos aqui: Para o mercado crescer, ele
precisa vender mais e para vender mais, vai consumir mais
recursos (energia, recursos naturais, etc). Ou seja, para
dar conta do crescimento, será preciso gerar mais energia,
aumentar a área para a prática da agricultura, aumentar o
espaço ocupado pelas populações (para moradia) e consumir
mais e mais recursos naturais do planeta.
Então a
pergunta inevitável é: Qual é o limite do planeta? Até
onde ele consegue renovar os recursos naturais de que tanto
precisamos e precisaremos? Infelizmente ainda não temos uma
resposta clara para essa pergunta. Também não sabemos se
daremos conta de gerar todos os recursos que serão
necessários para que o mundo funcione no futuro. Para você
ter uma idéia, hoje mesmo, com a população atual já
teríamos problemas de abastecimento de vários itens se
grandes populações como as da China e Índia tivessem mais
dinheiro para consumir. O fato é que grande parte da
população desses países ainda vive na pobreza, com
recursos limitados e por incrível que pareça esta é uma
boa notícia para o planeta.
Então
veja que sociedade estamos criando: parece uma boa idéia
fazer com que as pessoas vivam melhor, com mais dinheiro e
com mais qualidade de vida, mas se isso fosse verdade para a
maioria da população mundial, teríamos um grande problema
de abastecimento e de falta de recursos de todos os tipos.
Então, por pior que possa parecer, com o atual sistema que
temos, é um bom negócio para o planeta que uma grande
parte da população esteja na pobreza. É triste, mas é a
realidade que temos hoje.
Outro
problema que as economias vão enfrentar no futuro com o
mundo superpopuloso, será descobrir qual a melhor maneira
de cuidar da população idosa e/ou incapacitada. Atualmente
o que a maioria das pessoas faz é acreditar que o governo
vai cuidar delas quando a idade avançada chegar e elas não
poderem mais trabalhar e cuidar de si mesmas, economicamente
falando. Elas contam com o sistema de previdência social
para poderem obter, pelo menos, um mínimo para a sua
sobrevivência. Mas com o aumento da população idosa em
relação ao total da população, vai ficar cada vez mais
caro para os governos manter o sistema de previdência como
ele é atualmente, gerando um enorme problema financeiro
para os governos de todo o mundo. Não tem mágica, o
dinheiro precisa vir de algum lugar.
>
O Problema da Previdência Social
Quando foi criada, o sistema de previdência social parecia
uma boa idéia: "Sr. trabalhador, durante a sua vida
produtiva, que tal guardar um pouco de dinheiro para poder
se sustentar quando a idade chegar e o Sr. não puder mais
trabalhar? Gostou da ideia? Nós, do governo vamos
"cuidar" do seu dinheiro, não se preocupe."
O sistema de previdência foi criado em uma época onde a
expectativa de vida ficava em torno dos 55 anos. As
tecnologias e a medicina evoluíram, fazendo com que as
pessoas vivessem cada vez mais e consequentemente,
recebessem os benefícios por mais tempo. Péssima notícia
para o sistema de previdência!
Todos acham que tem um plano na vida: "Vou estudar para
ter uma profissão, depois vou arrumar um emprego para ter
um salário "seguro". Vou construir uma família,
e ir seguindo o dia a dia pagando a minha previdência
social e quando chegar o momento, irei me aposentar e
esperar que o governo cuide de mim, me pagando a
aposentadoria. Esse é o plano, pelo menos para 95% da
população. Agora vem a pergunta que eu não deveria fazer:
O sistema de previdência é sustentável? Como estará o
sistema em 2030 ou 2040, nos anos que você estiver para se
aposentar?
Como foi dito, as pessoas estão vivendo cada vez mais, e
recebendo os benefícios por mais tempo. Como já é
conhecido, o sistema de previdência brasileiro apresenta um
rombo, ou seja, o dinheiro que entra já não é suficiente
para bancar o que sai. Resultado: O governo tem que
"bancar" a diferença. Segundo dados do próprio
ministério da previdência: "O déficit do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), sistema público de previdência
que atende os trabalhadores do setor privado no país, somou
R$ 5,729 bilhões em abril de 2011, informou nesta terça-feira
(24/05/2011) o Ministério da Previdência Social." Se
você não entendeu, vou falar mais claramente: O governo
precisou desembolsar R$ 5,729 bilhões em abril de 2011 para
pagar os beneficiários da previdência, pois o dinheiro que
entrou, não foi suficiente para cobrir o que saiu.
Segundo projeções do IBGE, o percentual de pessoas idosas,
em relação ao total da população, vai aumentar. Em 2010,
a população brasileira com 60 anos ou mais, corresponde a
9,98% da população. Em 2020 serão 13,67%. Em 2030 serão
18,70%. Péssima notícia para o sistema de previdência.
Como você já
deve ter percebido, o governo vai precisar desembolsar cada
vez mais dinheiro para bancar o rombo da previdência, até
o momento em que será preciso tomar uma providência, ou
seja, mudar as regras do sistema. Em algum momento, o
governo vai precisar alterar as regras da previdência, sob
pena de não ter mais dinheiro para pagar as contas. Isso
implica em mexer com o futuro das pessoas, fazendo com que
elas recebam menos do que esperavam, ou que precisem pagar a
previdência por mais tempo, em consequência da maior
expectativa de vida. O problema é que a tendência dos
governos é não alterar as regras do sistema de previdência,
porque mexer com o dinheiro das pessoas é um desastre para
os partidos e para os políticos. O partido que tiver a
coragem de fazer isso, vai ficar marcado como
"impopular". E os políticos sabem disso.
Sabemos como esse tema é indigesto. Vimos isso recentemente
acontecendo na França, simplesmente porque o governo
aumentou em 2 anos o tempo de contribuição para a previdência.
Revoltas e manifestações se alastraram pela França. Então
temos vários problemas aqui: Um é que os governos não
gostam de mexer nesse tema - que é impopular, mesmo sabendo
que o sistema não se sustenta. Do outro lado, existem as
pessoas - os beneficiários ou futuros beneficiários, que
querem uma solução, desde que não "mexam no seu
queijo".
Se o seu plano de vida é se aposentar pelo sistema de
previdência e esperar que o governo cuide de você em sua
velhice, pense melhor. Eu não colocaria meu futuro nas mãos
do governo, e pior ainda, baseado em um sistema de previdência
falido.
Neste ponto até posso ouvir você dizendo: "Ha, Ha!
Mas eu sou mais esperto e tenho um plano de previdência
privada, portanto não irei depender somente do governo.
Tenho meu plano pessoal de previdência com o meu
banco!" Ok, bom para você, mas não tão bom quando
você possa imaginar. Quando você fez o seu plano de previdência
privada, você acompanhou os números ou simplesmente ficou
ouvindo o que o "vendedor" do plano estava lhe
dizendo? Digo, em relação as projeções de quanto você
teria após X anos de contribuição. Agora a má notícia:
Os vendedores dos planos tendem as inflacionar as projeções
e as taxas para que você fique mais feliz e mais
tendencioso a comprar a ideia deles. Se este é o seu caso,
eu sugiro que você refaça as contas com as projeções
corretas, utilizando taxas reais, e não as taxas
inflacionadas passadas pelo seu vendedor de planos.
Lembre-se que ele - o vendedor, só queria vender o peixe
para você, e aposto que você comprou!
Atualização
do Artigo em Setembro/2011
Brasileiro poderá ter de contribuir por mais tempo para se aposentar
- Fonte: UOL
SÃO PAULO – A elevação da expectativa de vida da população
brasileira, verificada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística),
pode provocar a alteração do tempo mínimo de contribuição dos trabalhadores celetistas (que são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho) para a Previdência Social.
Segundo o presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Mauro Hauschild, o sistema da Previdência Social poderá, com esta medida, ter mais sustentabilidade no futuro.
Para se aposentar atualmente, é preciso contribuir por, no mínimo, 30 anos, no caso das mulheres, ou 35 anos, no caso dos homens. Quem se aposenta por idade só tem acesso ao benefício a partir dos 60 anos (para mulheres) ou 65 anos (para homens), o que também poderá ser revisto.
Os segurados podem requerer aposentadoria quando completam qualquer uma das duas exigências, mas se esperarem o cumprimento das duas, têm direito a um benefício maior.
De acordo com a Agência Brasil, Hauschild disse que é preciso mudar porque já existe segurado que recebe aposentadoria por tempo superior ao que contribuiu para o sistema quando estava em atividade.
Segundo ele, a alteração das regras deverá evitar o agravamento do déficit da Previdência nos próximos 10 a 15 anos. Em 2011, a conta deverá ficar negativa em R$ 40 bilhões.
>
Brasil: A Próxima Bolha?
Estamos vivendo um momento extraordinário para o Brasil. As
taxas de crescimento são altas, o desemprego está bem
abaixo da média histórica e estamos recebendo muitos
investimentos do exterior. Tudo está indo as mil
maravilhas, pelo menos é o que nos dizem. Mas agora
novamente preciso fazer aquela pergunta indigesta: Essa
exuberância poderá se sustentar à longo prazo, sem
investimentos pesados em educação, inovação e
infraestrutura?
Obviamente que
a resposta é um sonoro NÃO!
Nossos portos e aeroportos são obsoletos,
mal administrados e não atendem a demanda - sem mencionar
os diversos casos de corrupção e desvio de recursos
praticados pelos agentes governamentais que os
"administram". A "educação" em nosso
país é de péssima qualidade - embora o governo afirme que
está melhorando. Os impostos são exorbitantes e a
burocracia corrói recursos e a paciência de pessoas e
empresas.
Somos os
"emergentes", e assim como nós, outros estão
também nessa corrida. O problema (para nós), é que nossos
competidores no mercado mundial estão investindo pesado em
educação, inovação, tecnologia e infraestrutura, se preparando para
os melhores dias que virão. E nós, o que estamos fazendo
nesse sentido? Pelo que vejo e tenho acompanhando, não
estamos fazendo nada, ou quase nada. Estamos apenas
acreditando que a maré da fartura veio para ficar e mesmo
com o total abandono dos setores mencionados, não
precisamos mais nos preocupar, pois "eles" estão
cuidando de tudo para nós! E além do mais, Deus é
brasileiro!
Os nossos competidores na esfera global estão investindo
pesado em educação, inovação, tecnologia e
infraestrutura à décadas,
e nós estamos ficando para trás. O problema é que, mesmo
que aconteça um "estalo mágico" e comecemos a
fazer as melhorias necessárias agora, já é tarde, pois os
nossos competidores começaram antes, e daqui a 20 ou 30
anos, mesmo que comecemos agora, ficaremos para trás,
simplesmente porque eles não ficarão parados nos próximos
20 ou 30 anos. Nós só poderíamos alcançá-los se eles
olhassem para trás e dissessem: "Ei, olha lá o Brasil,
ficou para trás, vamos parar um pouco e esperar que ele nos
alcance". Como você já deve saber, eles não farão
isso.
As empresas já estão sentindo o efeito da falta de
investimentos em educação em nosso país, e muitas vezes
as vagas de empregos não são ocupadas por falta de gente
capacitada. Não é raro o caso de empresas que estão
buscando profissionais fora do país para ocupar os cargos
que estão disponíveis aqui.
Sem os investimentos necessários, nossos problemas se
tornarão visíveis mais cedo ou mais tarde. E então, se
não aproveitarmos essa grande oportunidade, começaremos uma nova fase de
dificuldades e declínio, pois como sabemos, tudo funciona
em ciclos. A fartura não dura para sempre, assim como os
dias ruins também não. Como agora estamos na fartura,
pode-se concluir que o próximo ciclo será o de dias ruins.
O Brasil está inflando como uma gigantesca bolha - mas sem
conteúdo. Basta um pequeno artefato pontiagudo para causar
a grande explosão e esse artefato poderá ser gerado aqui
mesmo ou vir de fora. Um pequeno abalo na economia mundial
e/ou uma forte desaceleração do consumo interno será
suficiente para derrubar o castelo de cartas. Com
tamanha ingerência em nossa economia, só posso pensar que
aperto financeiro e desemprego é o que espera pelo Brasil
em um futuro não muito distante.
A questão é:
Você está preparado?
Atualização
do Artigo em Junho/2012
Desaceleração econômica estoura 'bolha' de entusiasmo com o Brasil no exterior
- Fonte: UOL
A desaceleração
da economia brasileira estourou o que muitos
analistas acreditam ter sido uma "bolha"
de entusiasmo pelo Brasil no exterior.
Na segunda metade dos anos 2000, quando o Brasil
ganhou a preferência de investidores estrangeiros,
os holofotes da mídia internacional e, de quebra, o
direito de sediar uma Olimpíada e uma Copa do
Mundo, o termo "Brasilmania" passou a ser
usado para referir-se ao crescente interesse
internacional pelo país.
Parar saber
mais sobre os grandes desafios que nós temos pela frente,
assista o vídeo abaixo e veja como nosso estilo de vida
está longe de ser seguro...
O vídeo está
em inglês mas possui legendas em português. Para habilitar
a legenda, caso ela não apareça, basta clicar no primeiro
botão no painel de botões do lado direito inferior do
vídeo.
Não Há Amanhã
>
Conclusão
Se este artigo fez você parar para refletir, então ele
cumpriu o seu objetivo. Mas se você acha que o que está
escrito aqui é somente um amontoado de teorias loucas de
conspiração, então eu recomendo que você pare de ler
agora, desligue o computador e vá ver a sua novela
preferida, ou quem sabe a próxima partida do seu time de
futebol. Faça isso, e continue seguindo o "plano
estabelecido", até a chegada de sua tão aguardada
aposentadoria. Afinal de contas, você não precisa se
preocupar com as questões maiores, porque "eles"
já estão fazendo isso por você.
Esta sessão é destinada a pensamentos e opiniões sobre qualquer tema. Se você tem um artigo de sua autoria que seja diferenciado, polêmico ou que apresente um pensamento fora do "genérico" e da "mesmice", envie o seu conteúdo para ser divulgado aqui e compartilhe suas idéias e opiniões com os milhares de visitantes do nosso site.
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